Quem treina é mais inteligente?

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“Mente sã em corpo são” é uma afirmação que, apesar de ter sido proferida por um filósofo no tempo do Império Romano, é hoje comummente e cientificamente aceite como verdadeira pois um corpo saudável e activo proporciona bem-estar psicológico e mental.

Neste artigo, elevamos esta relação corpo-mente ao patamar da inteligência e da capacidade cerebral.

Vários estudos têm demonstrado uma relação directa entre o exercício físico e um desemprenho cerebral aumentado, o que revela que a prática desportiva regular pode, efectivamente, trazer vantagens a nível cognitivo, de memória, tomada de decisões, etc.

As razões biológicas apontadas são que, como  a prática desportiva faz aumentar a frequência cardíaca e o fluxo de sangue, o cérebro se torna mais irrigado e com mais oxigénio e nutrientes necessários ao seu funcionamento. Logo, quando o cérebro está a ser convenientemente nutrido trabalha melhor. Além disso, estes efeitos não se prescrevem ao tempo do exercício, pois o nosso metabolismo fica aumentado durante horas.

Múltiplos estudos (aprovados pelo Journal of Applied Physiology) provam que a capacidade de concentração e de manter o foco também pode ser melhorada com treinos de força, quando estes são executados com acuidade e empenho. Por outro lado, os exercícios de resistência, como grandes corridas, provam ser óptimos propulsores de resiliência e persistência psicológica, necessários para a persecução de objectivos a longo prazo.

Um estudo alemão (Sport Science, Univ. Hildesheim, Germany, 2013) relaciona também o exercício físico com a capacidade de perceber melhor como um corpo ou uma forma se movimentam, distribuem e se movem num espaço. O desenvolvimento desta capacidade permite uma melhor orientação espacial e maior entendimento de mapas, orientações GPS, montagem de puzzles, peças mobiliário, etc.

A nível químico, a prática de exercício também faz libertar hormonas, neurotransmissores, como a dopamina, e a proteína brian-derived neurotrophic factor. Quando realizamos um treino intensivo e complexo os níveis destas substâncias aumentam significativamente, o que resulta numa maior atenção e foco e numa maior predisposição para aprender e decorar (Neurobiology of Learning and Memory study).

Desportos como o  Yoga e o Pilates são considerados óptimos exercícios para processar informação mais rapidamente e de forma precisa e correcta (University of Illinois).

De acordo com um estudo desenvolvido pelo International Journal of Workplace Health Management, os mesmos trabalhadores são 23% mais produtivos quando praticam exercício físico, provando que os mesmos se encontram com mais energia e em forma nesses mesmos dias.

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